Transiberian Follow Up

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Dois meses após o retorno da grande viagem que realizei, ja imaginava que seria assim, mas cada vez tenho mais certeza que as amizades feitas durante o trajeto eternizaram esta grande aventura. Durante estes dois meses nao tem 1 dia que nao me venha uma recordaçao, uma imagem ou um sentimento de algo ocorrido entre os dias 17/12 – 08/01……. A parte do Tim Candler que havia conhecido em Irkutsk ter me visitado em Madrid, ainda tenho contato constante com os outros “personagens” desta historia. Mas de todos as recordaçoes, sem duvida sempre venho recebendo coisas muito especiais da Russia. Me lembro ter comentado na plataforma de embarque ao Trem, ainda quando estava em Moscow, de que havia esquecido de comprar uma camiseta no Hard Rock, que seria uma boa lembrança daquela magnifica cidade. Há mais ou menos tres semanas, em meio a loucura do meu trabalho recebi um pacote e o remetente era de lá…. da Russia,,.. e quando abro o que encontro??…. Sim, uma bela camiseta negra da Hard Rock Cafe de Moscow acompanhado de um cartao com palavras muito carinhosas advindas de minhas anjinhas tantas vezes comentadas nos post´s anteriores.

Mas hoje, realmente me surpreendi. Estava organizando as fotos da viagem, tarefa esta que durara uma eternidade, e resolvi abrir um arquivo que havia recebido de Aliona logo após meu regresso, que na verdade havia juntado as outras fotos e esquecido de conferir os videos…. E eis que vejo uma surpresa…….. abaixo compartilho neste blog, tao pouco visitado por falta de assunto..r.s..rs..rs mas que serve de registro pessoal..!!!!!!

E desde aqui sigo esperando noticias do Fukita que vive nas regioes mais afetadas pelo tsunami….!!!!!

De volta a casa!!!!

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Saindo de Beijing pela manha do Sabado, durante todas as 25 horas que foi o perìodo que deixei o Hotel até a hora que entrei em casa, vim tentando dar forma a tudo o que foi vivido nos ultimos 21 dias…. Entrei no metro e peguei o moderno e confortavel transfer, que trata-se de uma linha rapida de metro que liga o centro de Beijing diretamente ao aeroporto sendo económico e muito rapido, e como sempre cheguei com bastante antecedencia tempo que aproveitei para gastar o que me sobrava de YUAN no bolso, que no máximo deu para um café no Starbucks…rs..rs Foi aí que encontrei Carlos e Sandra novamente no qual coincidentemente estavamos no mesmo voo e fiquei muito contente em saber que teria boa compania pelo caminho e nas esperas entre aeroportos. O primeiro trecho da viagem durou 8 horas entre Beijing e Moscou, e pelo fato de estar em uma zona horaria +7 relaçao a Espanha, durante toda a viagem contamos com o sol do “meio dia”. Incrível que na tela do navegador do aviao eu visualizava o mapa traçando exatamente a rota que fiz em trem, mas desta vez em sentido contraria, e isto me ajudou a me localizar pelo deserto da Mongolia, Siberia e outros pontos no qual completei por via terrestre, e a cada ponto vinha em minha memória os momentos que passei no trem dia -a dia e imaginava que diariamente aqueles trilhos estavam sendo movimentado por novas historias e razoes que levavam pessoas de diferentes partes do mundo a realizar este trajeto.

Chegando em Moscou, as 4 horas de espera ajudou para poder conhecer melhor meus novos amigos Madrilenhos. Ali estivemos tomando umas cervejas e eles me contaram um pouco de suas histórias de viagens pela India, Australia, Foz do Iguaçu entre outras partes do mundo em que estiveram. Foi um momento bem agradável onde marcamos de nos encontrar em Madrid nos próximos dias.

As 5 horas que separaram Moscou de Madrid, anunciando o ultimo trecho de minha viagem, foi bastante cansativa, mas ali estavamos pousando no aeroporto de Barajas as 23:00, onde a chuva, que nao me acompanhou em nenhum dia de minha viagem, me dava as Boas Vindas, onde o que eu mais queria era chegar em casa, tomar um bom banho e dormir na MINHA cama………

Agora já em casa, a todo o momento me vêm recuerdos da viagem. Com a mala desfeita, me resta agora tirar das paredes do meu quarto os mapas da Transiberiana, suas zonas horarias, detalhes da viagem que eu havia pregado há 6 meses atras e que hoje olho e comparo as expectativas que eu tinha até o dia 18/12 e me sinto completamente realizado.  Os dias de sol, a neve decorando a paisagem, as pessoas que encontrei, o fato de nao haver acontecido nenhum incidente…..TUDO absolutamente perfeito,e agora tento imaginar o caminho que percorrerao as pessoas que conheci Sergey, Ala, Oscar, Maria, Anya, Fukita, Alex e Sascha, Edo e Anna, Oliver, Tim…. entre outros, dos quais alguns sinto que ainda irei encontrar “por aí” mas outros nunca mais irei saber o paradeiro….. Mas o importante é que fizeram parte de minha Transiberiana e com isso fizeram parte de minha história….!!!

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The Great Wall – A grande muralha!!!

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05/01/2011 as 05:30am meu despertador ja estava tocando, pois as 06:00 a minivan com a excursao a grande muralha estaria passando pelo Hotel. E ali estava, pontualmente onde uma pequenininha guia com um boné rosa de pelucia que escondia seu rosto, estava esperando. Durante o trajeto passamos por mais tres hostais onde mais viajantes de diferentes nacionalidades iam enchendo a mini-mini-van. Os assentos apertados expremiam meus joelhos mas a ansiedade de chegar era tanta que deiei para preocuparme com isto na volta. Durante o caminho que seria bastante longo, aproximadamente 3 horas, iamos discretamente nos conhecendo: 3 meninas do Canada, 1 Alemao, 2 Russos, Australianos, e claro, la no fundo escutava um castellano muito familiar, e antes tarde do que nunca, aí me estava encontrando com Espanhóis.

Chegamos a Jinshanling, no qual as 3 horas de viagem, segundo informaçoes, sao realmente valiosas por proporcionar vistas incríveis da grande muralha. Durante o caminho ja haviamos alimentado as epectativas com um pequeno tramo da muralha, mas chegando a Jinshaling ficamos impressionados com a impressionante vista que tinhamos desta grande construçao que entre curvas, subidas e descidas contornavam as montanhas fazendo suas torres se destacassem entre a paisagem.

Na verdade se necessita algum preparo para conhecer esta parte da muralha, pois as subidas, descidas, escadas no qual em alguma parte se necessita praticamente escalar, fazem com que 4 a 5Km sejam percorridos em 2 horas.

Nesta caminhada tive o prazer de conhecer Carlos e Sandra, ele espanhol de Madrid e ela uma Sueca que fala muito bem o castellano e ja mora na Espanha a mais de 4 anos. Possuem um hobby interessante – Viajar –  e com isto ja percorreram todos os continentes. Nossa vontade de sempre chegar a próxima torre, fez com que o grupo ficasse para tras e de pouco a pouco viamos o pessoal desistindo e ficando pelo caminho. O problema que cada torre, siginificavam uns 300 ou 400 metros de distancia, e assim fomos até que nosso fisico aguentou e até onde tivessemos a certeza que estavamos nas melhores vistas possíveis. Esta passagem me lembrou quando eu estava com Alex e Sascha no monastério nas montanhas da Mongólia, onde nos deparamos com uma montanha de pedras e que tinhamos certeza que nos proporcionaria uma boa vista, onde começamos a subir – mesmo com a guia gritando dizendo que era perigoso –  e nos olhamos e fizemos a mesma pergunta: “Why not? We don´t know when will be our next time here, if we will have……..” e olhamos para cima e seguimos, e o resultado foi incrível………. – E assim foi Carlos e Sandra, nos fizemos a mesma pergunta e qualquer cansaço era pouco perto da expectativa da próxima vista. A cada olhada para trás uma surpresa, aquela construçao era incrível e de pensar que estavamos em uma infima parte dos 7.300 Km desta magnifica construçao.

Por incrivel que pareça, éramos o unico grupo de turistas que estavam ali naquele momento, e isto é muito dificil acontecer, mas foi excelente para poder apreciar cada detalhe e em alguns momentos estar “sozinho” com a grande muralha, certamente um detalhe que nao tem preço..!!!!!

Na volta, já cansados e satisfeitos com o passeio e depois de um almocinho servido para nosso grupo, voltamos a Pequim, todos exaustos e dormindo de forma completamente desconfortavel, mas com algo em comum: Todos estivemos na legendária e Grande Muralha da China….

Abaixo algumas fotos:

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BEIJING – IMPRESSIONANTEMENTE IMPRESSIONANTE

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Nota: Como na China o acesso a diversos blogs é proibido, tive um atraso nos update, mas agora desde Madri vou atualizar ao Maximo os momentos da viagem….

Beijing é uma cidade impressionante, chegando a estação de trem já se notava e se sentia tudo o que estava por vir, e foi exatamente isto, chegando a praça externa  uma aglomeração enorme de gente, congestionamentos, grandes edifícios, e o melhor de tudo: Organizaçao!! Foi uma primeira impressão muito positiva, não precisei analisar por muito tempo, foi “amor a primeira vista”….rs

Primeiro desafio, trocar dinheiro, ainda paralisado pelo impacto desta grande cidade busquei ao redor, em meio a grandes letreiros mandarim, não consegui identificar nenhum banco, para isso acudi a ajuda de um Hotel que me indicou o banco mais próximo! Meu orçamento estava esgotando, e tinha a carta na manga que era o dinheiro que havia colocado no meu cinto que em sua parte interior possui um zíper onde se pode guardar de forma segura dinheiro, se acaso ocorre algum tipo de assalto ou perda, mas desta vez não resultou muito positivo. Para colocar o dinheiro no cinto, tive que dobrar-lo diversas vezes, fazendo com que a maquina do banco não validasse 3 das 4 notas que levava, troquei a quantidade que tinha em minha carteira, 170 euros que me resultou em 1440RMB, ainda sem noção de quanto é isto, deixei as outras notas para um possível mercado negro em caso de emergência…….. Desafio 2 foi o taxi, este, que muito safado me levou até o hotel e me devolveu 20RMB a menos de uma viagem de 18…. me iludiu falando um chinês loco para que eu baixasse e pegasse a maleta, e queimou o chão..:!!!!!!

Já no Hotel, tinha pressa para tomar um banho e sair percorrer a cidade. Sai do Hotel que se localizava em uma rua estreita, e me deparei com o grande centro financeiro de Beijing, ótima localização, edifícios gigantes e modernos marcas como Rolex, Audi, Luis Viton entre outras, formavam um imenso corredor luxuosos entre sedes da Deloite, Ernest Young entre outras corporações globais, quer maior atrativo que este??

Entrei no famoso mercado gastronômico a ceu aberto Donguamen, onde podemos disfrutar de carne de cobra, cachorro, calango, lagarto, escorpiões diversos, coró…etc..r.s..r.s. e claro, fui diretamente ao escorpião..!!! Nice experience, no começo com um pouco de intriga,,, mas depois mandei ver e comprovei que não possui nenhum sabor a parte de algo crocante.:!! Voltei ao hotel para planejar meu dia seguinte, e com o mapa na Mao detalhei minhas visitas e como primeiro objetivo, claro, a cidade proibida a legendaria aglomeração de palácios que serviu de reino de diversas dinastias durante os séculos passados e até hoje preserva o encanto e te faz viajar a antiguidade onde os imperadores comandavam e ditavam as leis. Logo estive n a Tianamen Square, que é simplesmente maravilhosa e com o auxilio do moderno e organizado Metro que me deixou de queixo caído, pude conhecer outros pontos como Temple of Heaven, Beijing Zoo do grande panda, Summer Palace e claro, a Vila Olimpica que ainda preserva toda a magia do que foi vivido aqui há dois anos atrás.

A cidade em matéria de segurança é realmente nota 10, em todos acessos públicos como Metro, grandes praças entre outros, você tem que passar sua mochila no raio X, em lugares públicos, alguns chineses que estiverem andando em frente a Cidade Proibida têm suas malas e sacolas revistadas, fato que não ocorre com os estrangeiros. Em matéria educativa, não cheguei a ver aquela loucura de bicicletas e transito desorganizado que mostravam em reportagens de alguns anos atrás. Parece que realmente ouve uma educação ao povo local fazendo desta cidade o que ela é hoje. No metro telas de LCD com vídeos simples e educativos estão a toda hora solicitando cuidado com suas coisas e objetos de valor, e em todos os takes o ladrão se da mal…. de forma muito divertida e interativa a educação esta presente em todos os lugares do centro da cidade.

Ainda pela noite do dia 05/01, tive o prazer de jantar junto a Alex, Sascha e outro casal britânico, que haviam reservado mesa no Luxuoso e tradicional Quanjute Roast Duck, onde pudemos fazer uma imersão na culinária fina chinesa e apreciar a deliciosa carne de pato que é especialidade da casa. Tivemos momentos muito agradáveis que serão muito bem recordados, nos despedimos ainda pensando que a casualidade ia nos encontrar novamente e pudéssemos jantar um Hot Pot, mas já sabíamos que na verdade seria muito difícil. A estas horas eles devem estar por algum lugar de Cambodia seguindo sua viagem que ainda terá mais alguns meses de duração.

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TOQUEM AS TROMBETAS, ESTOU EM BEIJING!!!!

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8.500Km E 160 horas em trem – Inverno Siberiano – Deserto Mongol – Pessoas Incríveis

“Grandes caminhos levam a grandes realizações.—“

CIDADE IMPRESSIONANTE……………… Obrigado / Obrigado / Obrigado

Rumo a China

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02/01/2011

Rumo a China, rumo a mais um grande objetivo, rumo a mais um ponto de plenitude.

Depois de 2 semanas de viagem, deixei 1/3 dos meus dias somente para Beijing, o país que me esta atraindo e criando as melhores ilusões ultimamente. Desde cedo já estávamos Fukita, Alex, Sascha e Eu na estação de trem que desta vez leva bandeira chinesa. E La estava ele as 06:30am, 45 minutos antes de sua saída luzindo seus grandes vagões verde escuro. Desafortunadamente Alex e Eu ainda tínhamos dinheiro Mongol e tentamos gastar na estação o que não foi possível fazer em totalidade, e ali já não havia possibilidades de troca de moedas. Sorte do meu sobrinho Joao Victor que esta aumentando seu acervo de moedas do mundo. Contando com a compania de Fukita entrei no vagão 8, enquanto Alex e Sascha foram para o vagão 6. Nossa classe era mais espaçosa, pois tivemos que comprar em cima da hora e as hard sleeper mais econômicas, já estavam esgotadas. Este foi o trecho mais caro para mim e o valor escapou completamente ao meu estimate. Entrando no vagão, o comissário nos levou a nossa cabine numero 7, onde ainda não havia ninguém além de nós. Nos acomodamos e poucos minutos depois, chegou a simpática Anya, uma jovem Biomédica da Mongólia que se dedica a pesquisas no Hospital de Beijing. Papo agradável, ela fala muito bem Ingles e nos simpatizamos desde o começo.

O trem começou a andar pontualmente, e nesta hora já engatei num sono pesado que foi resultado da “grande” cama que me sentou muito bem. Sono este que foi interrompido por uma forte dor de estomago, que me parece ter sido resultado da grande quantidade de chá composto de leite que tivemos que tomar a cada visita que fizemos no deserto da Momgolia. Boa oportunidade para conhecer o toilete deste trem, que desta vez estava horrivelmente sujo. Os chineses que freqüentam o trem, utilizam o vaso sanitário de uma forma muito rara, eles apóiam os pés nas bordas e ficam de cócoras…r.s..rs.. Sorte que eu levava álcool em gel em meu Survival Kit e tive que higienizar por completo o banheiro, fato este que se repetiu mais vezes durante a viagem, a te que eu me recuperasse a 100%. Passamos bom tempo conversando na cabine e decidi visitar Alex em seu vagão, e foi ai que me interei que Sascha também estava muito mal, e concluimos que o chá realmente não possuía nenhum processo de filtragem e não queríamos adivinhar de onde vinha a agua das casas nômades…….

Fukita é uma pessoa muito bacana e curiosa. Com seus 50 anos e uma simplicidade que não tem igual, nos entendemos muito bem apesar de seu inglês muito limitado. A toda hora ele estava com a maquina preparada para uma nova captura, e quando encontrava algo interessante, me chamava para poder registrar também.

A imagem pela janela agora, é completamente diferente, um horizonte deserto as vezes dando impressão de estar na Africa pelos milhares de veados que correm assustados com o barulho do trem. Deu pena de ver alguns deles enroscados na cerca e saber que não sobreviveriam ao inóspito frio noturno. As vezes também podia avistar alguns camelos que apareciam caminhando tranquilamente pelos campos de areia, e em meio ao nada longe de tudo, se viam os “ger” isolados do mundo, como os que visitei em Ulan Bator.

A noite chegou e era hora de um novo controle de fronteira. Banheiro trancado, passaporte, algum tempo de espera, desta vez menor que os da Russia, e já estávamos livre para sair da Mongolia e afrontar ao controle Chines. Na saída da Mongolia, os soldados em formação linear prestavam continência ao trem. Estava a poucos KM da China, o país que ronda meus sonhos e meus futuros projetos. E La estava olhando pela janela a chegada a Erlian, que com seus letreiros luminosos nos dava a Bem Vinda ao grande trem que cruza a transmongoliana. Novamente burocracia, mas desta vez com um pequeno susto: Como tenho o visto da China no passaporte antigo, apresentei os dois passaportes ao oficial que bastante confundido me pediu que vestisse o calçado e a jaqueta e o acompanhasse. O pessoal da cabine ficou tenso e eu muito mais, tensão esta aliviada quando o chefe superior analisando que não havia nenhuma anormalidade me deu o “ok” que foi seguido de muitas desculpas por parte do oficial menor. Voltando a cabine fiz uma pegadinha dizendo que teria que voltar a Mongolia…rs..rs. Passando pelo controle, é um dos momentos mais curioso da viagem. Como os trilhos de trem da China possuem uma largura diferente o trem tem que passar por um processo de troca do carril, operaçao esta que se realiza com todos os passageiros dentro. E realmente é muito impressionante, o trem entra em uma grande garagem onde com fortes trancos os vagoes sao separados permanecendo em duas filas. Cada vagao é levantado por uma espécie de elevador e permanece no alto até a chegada dos novos trilhos que sao facilmente acoplados.

Agora já no KM 7713 de minha jornada e pouco mais de 149 horas em trem nos últimos 15 dias, tenho a certeza que o melhor de tudo, a parte dos pontos de plenitude como o Baikal e um mais que esta por vir, eu encontrei pessoas que todas possuem muitas qualidades, todas elas com uma historia, todas amigáveis e abertas , posso dizer que tive muita sorte, pois as vezes andando pelo trem vejo que a qualidade das pessoas que dividiram a mesma cabine que eu, superam as demais. Talvez isto seja advindo da interação criada, mas eu não trocaria estas pessoas por nenhuma outra neste caminho.

Sigo enormemente agradecido, e os próximos 5 dias prometem muitas boas e novas experiências.

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Ano Novo no Deserto

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31/12/2010 – Todos acordados na sala do Hostel, cada grupo com um destino diferente. Edu e Anna junto com o casal de Suissos íam em direçao Sul, rumo ao frio e hinospito deserto do Gobi em uma aventura de 8 dias onde a palavra conforto nao existe…….. banheiro tambem nao…rs Enquanto Alex e Sasha, Fukita e Eu íamos em direçao norte rumo ao Parque Nacional Gork-Terelj onde pudemos almoçar em um “Ger” que nada mais que uma espécie de tenda com uma estrutura fantastica que supera os mais arduos invernos. Realmente foi um grande impacto em imaginar que varias familias na Mongolia, ainda mantém este costume. A entrada possue uma porta a meia altura e neste compartimento eles armazenam carne, e tudo mais que se pode congelar, passando por esta porta entramos diretamente na sala-cozinha-quarto, ou seja, tudo junto e misturado. Apesar da simplicidade, o clima é muito aconchegante e apesar dos -20graus no exterior, a parte interna era aquecida por um agradavel fogao a lenha que é praticamente o coraçao da casa e o item mais importante deste acampamento. Se querem saber sobre o banheiro… hummm…… nada muito agradavel. Do lado de fora a uns 50 metros da casa, uma cabana de madeira construida sobre uma fossa onde no centro do “chao” tem uma fenda…….. nao precisa continuar né.!!!! Sorte que é inverno pois nao quero imaginar o olor deste ambiente no verao….. Enquanto a anfitria cozinhava nosso almoço, fomos caminhar em direçao a um monastério que esta estratégicamente cravado entre as montanhas. Seu nome é “Templo Branco” e esta em meio a 3 grandes montanhas de frente a um grande e maravilhoso vale. Este templo nao é aberto no inverno, mas pudemos subir até ele para apreciar a tranquilidade e o silencio daquele local.

Deixamos o “Ger” logo depois do almoço, e aí tivemos um grande susto-aventura. Nosso motorista era completamente louco, estilo Jackie Chan no filme Taxi, e para chegar ao acampamento onde íamos passar a noite tinhamos que ir deserto adentro, só que isto em uma Van com um pneu completamente careca. A neve no deserto é muito traiçoeira, pois cobre as ondulaçoes com uma capa fina e é facilmente cair em uma emboscada…… dito e feito!!! Emboscada numero 1: 30 minutos parado, tirando neve com pa e mao de baixo do carro, olhando a trajetoria do sol que em poucas horas estaria se pondo nos dando as Boas Vindas a hostilidade noturna…… deste nos livramos facil, mas mal sabiamos que 20 minutos mais tarde íriamos ter outra grande surpresa. Novamente em uma emboscada, desta vez muito maior…. Nesta hora a principio ríamos, mas acompanhando a trajetória do Sol começamos a ficar preocupados e ja nos viamos sujeitos a passar o ano novo ali, naquele descampado que ja estava insuportavelmente frio…. O ponto positivo que tive a oportunidade de ver o pôr do sol mais bonito de todo este ano, e quando ja estavamos com as esperanças perdidas e ja completando uma hora de trabalho pesado do motorista, que sem luvas e sem gorro tirava a neve de baixo do carro como se estivessemos no verao, e contando com uma força incrivel de nós 5 empurrando a van ladeira acima, nos livramos desta trampa…

Chegamos no acampamento onde iamos passar a noite, era 18:00 e a noite ja estava reinando nos horizontes. Desta vez chegamos num acampamento formado por 3 “ger” e uma humilde familia que a primeira vista parece que pararam no tempo e durante dia tras dia trabalha no campo com sua criaçao de ovelhas, que é seu unica fonte de renda a parte de receber turistas em sua humilde instalaçao. Estavamos muito cansados e realmente nao nos davamos conta de que era dia 31/12. Aquele lugar estava longe de tudo, ali vivem 6 pessoas que como unica distraçao têm uma Televisao com frequencia sintonizando 1 unico canal e sua energia dependia de grandes baterias que ocupavam um importante espaço sob a mesa.

Neste momento aproveitamos para provocar uma grande interaçao entre nós, pois dos 3 “ger” nos direcionaram ao da esquerda onde seu aconchegante espaço e a lareira que nao parava de queimar lenha, nos deixaram a vontade e espantou o frio que trouxemos do lado de fora da cabana. Conversamos bastante: Alex de Londres que trabalha no ramo da psicologia e resolveu tirar 6 meses de férias onde somente no primeiro mês podera contar com  a agradavel compania de sua namorada Sascha. Fukita um professor de secundaria em uma escola proxima a Tokio que resolveu tirar 10 dias e fazer uma viagem rapida pela Mongolia além do motorista e de nossa guia que entre momentos estavam com a familia, e em momentos conosco. Resolvemos sair para ver como seria o céu naquele lugar, e derrepente levamos um grande susto!!! Milhoes e Milhoes de estrelas completamentes visiveis como se o ceu estivesse dando a volta nos horizontes e sua ultima estrela tocando o chao, a constelaçao de Osa Mayor reinando no horizonte sul desenhando o mapa de minha viagem no céu. Ficamos ali paralisados por algum tempo, mas o frio nos empurrou para dentro do acampamento outra vez. Fomos convidados pelo dono da casa a estar com eles no momento da virada do ano novo, o que nos deixou bastante agradecidos. Uma mesa simples, pessoas simples, e um momento único. Naquele momento enquanto o mundo todo com saloes de festas com entradas a preço de caviar esgotadas, milhoes de reais queimados em fogos de artificio entre outros luxos tipicos deste dia, uma mesa de 1 metro por 50 centimetros, uma garrafa de coca cola, uma espumante, dois pratos de uma salada de batata com outros vegetais, um bolo e um prato de doces….. somente o necessario para aquela familia, que hoje dia 01/01 as 5:30 da manha, ja estavam ordenando as ovelhas e a meia duzia de vaquinhas que possuem!!!……… Como se nao existisse calendario, férias, ressaca de festas ou frio………………………. E este foi meu Ano Novo junto a uma familia nomade da Mongolia, mais um que entre mil detalhes, acontecimentos e observaçoes dificeis de expor aqui, me fez crescer ainda mais e descobrir mais uma parte deste mundo em que vivemos!!!

Na volta pudemos disfrutar de um grande presente da natureza. Era mais ou menos as 8:30 da manha, enquanto no Brasil ainda era 22:30 e todos ainda estavam na expectativa da virada, entre as dunas de neve o motorista freia bruscamente pois tinha visto em seu retrovisor a pontinha do primeiro nascer do sol do ano. Baixamos da Van e ficamos acompanhando ele subir lentamente até que pudessemos ver sua totalidade aproveitar um pouco de sua energia, e seguir a viagem de volta a Ulan Bator….

Amanha 7:15am, novo trem desta vez com caminho a Pequim…. !!!!

Abaixo fotos com todo o tour que fizemos nestes longos dois dias:

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